Quando a maneira do outro de enxergar o mundo começa a permear a forma como este me interpreta (injustamente), penso se não é hora de soltar o laço.
Pq já não podemos nos acrescentar coisas boas como já se foi assim.
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Não reajo bem a rótulos colocados em mim... Eles são pré conceitos, argumentos e narrativas que distorcem fatos.
Posso ter tal "defeito", mas não tinha a ver no determinado contexto. Este rótulo não me cabia na situação especificamente citada.
As vezes o intelecto funciona como viseira, limitando o olhar... E é cansativo ficar me explicando.
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Por fim me pergunto qual o meu papel?
Se não sou apenas um "remédio" que será deixado na "cura". Se isto não foi apenas amostra do que hei de passar definitivamente um dia. E isso me afronta.
Tenho muito o que pensar
Tenho muito que me preservar
Não quero mais dor.
Mas como se proteger e ao mesmo tempo ser natural e espontânea como suposto?
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Ohh Deus....
Onde está a leveza, doçura, paz e alegria que procuro e desejo?
Seja lá a convenção social determinística que for...
Onde está o que eu quero para além de dentro de mim?
"Me larguei, dormi, nas margens de mim
Me perdi por querer, eu não fiz, não fui
Me desaprendi
Eu quis prestar atenção
Tudo que é menor, mais lento e baldio
Deixo o rio passar tão voraz, veloz
Me deixo ficar
Quando o Sol acena bate em mim
Diz valer a pena ser assim
Que no fundo é simples ser feliz
Difícil é ser tão simples
Difícil é ser tão simples
Difícil mesmo é ser
Me recolhi, fiquei só
Até florescer
Desapego e raiz, improviso e razão
Canto pra colher, agora e aqui
De qualquer maneira parte em mim
Diz valer a pena ser assim
Que no fundo é simples ser feliz
Difícil é ser tão simples
Difícil é ser tão simples
Difícil mesmo é ser"
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